O nome Robustus presta tributo ao meu primeiro vinho (de 1990), com o mesmo nome, que foi feito a partir das uvas do Carril, que embora feito em condições precárias, é ainda hoje um vinho interessante!
A inspiração do Robustus é essencialmente baseada em determinados, grandes vinhos italianos. A ideia foi fazer um vinho encorpado, com algum peso e taninos, envelhece-lo em tonéis e desenvolver um vinho poderoso, baseado na complexidade aromática, nos taninos potentes e na sua grande acidez e capacidade de guarda.
O Robustus 2005, a segunda edição, não é muito diferente do 2004, aliás, a única diferença é mesmo as caracteristicvas do ano. É curioso que num vinho de estagio tão longo, a diferença entre vindimas seja tão notória. Será estranho mas talvez até, de alguma maneira lógico. O estágio longo lima as arestas, serve de polimento a taninos e estrutura e apresenta um vinho que não é dominado nem por madeira nova e nem pela fruta nova e fresca.
Assim, o Robustus 2005 mostra-se mais leve, delicado e com taninos menos presentes. No aroma, o 2004 está mais fechado e denso, enquanto que o 2005 é muito extrovertido e explosivo.
Ambos são sem dúvida vinhos de guarda, que irão evoluir muito bem na garrafa. Temos é de dar tempo ao tempo
Dirk Niepoort