Jantares especiais registam Vinhos especiais. Dificeis de encontrar é certo, mas quando os encontrámos, ouvimos sempre a mesma história, como que repetida de uma Saga antiga.
Tem uma tosta presente... Notas de fumo, frutas que se descolam do pensamento, etc etc etc. Isto é Douro, isto é Alentejo, etc etc. Cansaço!
Depois, a pior coisa que posso ouvir acerca de um vinho, seja ele qual for é "Este bebe-se bem"!
Já não me contento a ouvir opiniões, jã não me contento com o olhar de satisfação de cada vez que apresento na mesa um mau vinho ou um grande vinho e de repente ele é sempre bom. E quando ele é realmente bom todos pensam saber algo mais acerca do mesmo, quando na simplicidade da sua Natureza, ele só quer mesmo é ser engolido. Mais macio, mas agreste, mais forte. Lá está, a tal Saga sem fim. A propósito do Tetra do meu amado Porto, escolhi um vinho diferente que conheço disfarçadamente. Isto porque não me considero Expert em Vinhos. Apenas gosto ou não gosto, e os que gosto, procuro retirar o máximo de informação para compreender como chegou áquele copo.
Lá fiz a encomenda no site de uma garrafa Chardonnay 2003, e Sexta Feira deslocei-me ao armazém para recolher a garrafa. Atendido pelo "Zé", uma curta troca de impressões e sentei o vinho á mesa este Domingo á noite. De todos os vinhos presentes a saga repetiu-se.
Chegado o Chardonnay, ouvi algo que já não ouvia há muito tempo. Muito mesmo. E ái sim! Soube que acertei em cheio. Soube naquele momento que este vinho é mesmo muito bom. A pessoa que o provou na normalidade de um Blá Blá Blá sem grande atenção depositada, parou de repente, olhou para o copo muito sério, levantou os olhos em torno da garrafa e virou o rótulo para si. Em tom surpreso disparou: "O que é isto?".
Para mim e de fututo, um dos melhores elogios que só podem dar a um vinho!
Abraço