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Cantinho do Dirk      
Dirk Niepoort partilha consigo algumas descobertas e
segredos preciosíssimos do mundo dos vinhos.



 
Prémio Identidade e Carácter
2016-02-15

Clos de Crappe
 
Na sexta feira a Niepoort recebeu um prémio algo curioso.
PRÉMIO IDENTIDADE E CARÁCTER 2015
 
PARABÉNS
 
Ficamos obviamente agradecidos embora perguntando-me o que quererá dizer efectivamente….
 
este é um sms que recebi de um amigo ontem, dia posterior ao evento.
um texto que poderia explicar este estranho prémio:
 
Meu caro Dirk...ontem fiquei mesmo contente com o teu prémio...mais que merecido e acho que falaste muito bem...ainda que não seja tão apreciador de alguns dos teus vinhos, foste sem duvida (e continuas a ser) das pessoas mais importantes no desenvolvimento e tb na divulgação/promoção do Douro enquanto Doc... a tua irreverencia, a tua procura em fazer o que a terra da , em fazer diferente foram e são ainda 1 grande ajuda para o que o Douro é! Ainda na ultima vindima provei 1 vinho teu que acho que foi das piores coisas que já provei na vida, e apesar de achar que esse tipo de vinho nunca ira ser algo que sequer ache que possa vir a gostar, acho ainda assim fantástico que o faças e que seja mais uma forma de "aprendermos"...para o bem ou para o mal! Enfim, não estou inspirado, mas acima de tudo queria te mandar 1 gde abr e que continues a contribuir para 1 Douro cada vez melhor e ÚNICO! Abração
 
Será que este amigo refere se a um vinho que iremos lançar chamado “clos de crappe”?
Será que este amigo daqui a dois anos não vai adorar este vinho ou mesmo o estilo de vinho?
Pensando que este mesmo amigo detestava o nosso charme e hoje ate parece tolerar e mesmo copiar…..
O mundo do vinho é curioso e em muitas coisas parecido com a ARTE.
Tanto no seu lado positivo como no seu lado “fake” 
Como na arte existe efectivamente um lado “evolutivo” que com dedicação, interesse e acompanhamento faz nos evoluir, crescer e ver detalhes profundos, nuances, finezas e perceber que as grandes diferenças estão nos pequenos detalhes.
Faz nos passar pela fase mais óbvia; gostar de vinhos potentes, pesados, encorpados com excessos de fruta, madeira e maturação da uva excessiva...para a fase da subtileza; o respeito pela vinha e pelo SITIO, perceber que muitas vezes “MENOS É MAIS”.
 
IRRITA-ME ver tantos carneirinhos no nosso país (no mundo).
Será que não devíamos passar o nosso chauvinismo cego e transforma lo; em acreditar em nós próprios de uma maneira inteligente ( não cega ) perceber que temos um pais ÚNICO, que embora pequenino é ENORME em tradições, cultura, passado, vinhas velhas, castas nobres (e não so) adaptadas às zonas, zonas super interessantes mas diferentes entre elas, maneiras de trabalhar, maneiras de estagiar, maneiras de vinificar…..
Será que não devíamos OUVIR os maiores (os velhinhos e velhinhas), aprender com eles
Será que não devíamos observar as técnicas dos maiores e conjuga las com equipamentos e técnicas modernas?
Será que as universidades não deviam parar um pouco para pensar no que andam a ensinar?
Será que não devíamos OUVIR mais a natureza á nossa volta e respeitá-la e não por a técnica acima de tudo.
Não tenho duvidas que Portugal tem um enorme potencial pela frente mas tenho grande medo dos para-quedistas/oportunistas que irão usar o trabalho de poucos para baixar preços/qualidade/imagem dos nossos vinhos e não só.
Portugal tem um fantástico futuro se seguir o caminho de “Identidade e Carácter”.
Se procurar respeitar o que a terra nos da e seguir um caminho diferente do resto do mundo. temos que ser autênticos ser nos próprios.
Temos que pegar naquilo que NÓS temos e os outros não têm.
NÃO temos que plantar Cabernet nem Chardonnay etc nem tão pouco deitar as vinhas velhas abaixo para plantar Touriga Nacional.
Temos que OUVIR  a nossa natureza e adaptarmos nos a ela para depois criar vinhos com carácter/individualidade/personalidade. Ao fazermos vinhos ÚNICOS temos que ter a humildade de pegar nas amostras e correr os 4 cantos do mundo e MOSTRAR e explicar o que estamos a fazer, sabendo que como somos únicos no inicio não vai ser fácil o mundo gostar do que e diferente.
Mas se acreditarmos e seguirmos um caminho de qualidade e consistência e sermos insistentes e ambiciosos com muito trabalho iremos ser ÚNICOS.
 
De repente o centro do mundo para pessoas verdadeiramente interessadas em vinhos e produtos da terra poder ser a nossa TERRA o nosso pais: Portugal
Sonhemos Portugal para ser um meca para amantes do vinho e boa gastronomia. sonhemos que o momento mais alto para enófilos será passar uma semana ou mais a visitar regiões em Portugal.
Sonhar ainda não paga impostos e como tal proponho sonharmos todos algo de bonito mas temos que trabalhar juntos nesse grande sonho, que é de criarmos um Portugal vitivinícola fantástico que irá estar no centro das atenções no mundo inteiro: Por sermos pequeninos,por sermos ÚNICOS, por fazermos do que melhor se faz no mundo,por termos os grandes vinhos fortificados do mundo: Moscatel de Setúbal/Porto/Madeira, os madeiras, os grandes portos…porque não criarmos outros fortificados grandes, fazermos vinhos leves e frescos mas também grandes vinhos sérios com potencial de envelhecimento (mas não necessariamente pesadelos), podermos mostrar terroirs tão diferentes: xistos/granitos/calcários etc
 
É tão bonito caminharmos para a realização desse SONHO REAL.
 
Dirk Niepoort
 
  
   
   
       




                                                                                             

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